Sendo o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, o câncer de mama foi tema de uma roda de conversa nesta quinta-feira (18) na Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema). Reunindo servidores de outras secretarias, o encontro, organizado pelo Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Sema (Nuderh), apresentou a importância da mulher conhecer seu corpo, observar alterações e ficar atenta para o diagnóstico precoce da doença.

A enfermeira Ketiana Guimarães, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), listou alguns dos sintomas que podem indicar a necessidade de uma investigação médica. “Se você notar a pele da mama rugosa, avermelhada, alterações no bico do peito, nódulos embaixo das axilas e do pescoço, ou saída espontânea de líquido do peito quando você não está amamentando, deve procurar um médico e relatar estes sinais para que ele passe os exames necessários para investigação”, explica.

Como o câncer de mama não tem uma causa única, Ketiana alerta que é preciso observar os fatores de risco da doença, que incluem questões comportamentais, hormonais, genéticas e outras. “Estão entre os fatores de risco a obesidade, o sedentarismo, consumo de bebida alcóolica, exposição a radiações ionizantes, como o raio X; se a primeira menstruação da mulher foi antes dos 12 anos, se a primeira gravidez foi após os 30 anos, se usou por muito tempo contraceptivos orais, se há histórico familiar da doença, entre outros fatores”, descreve.

E para prestar assistência a essas mulheres, a FMS, em parceria com a Fundação Maria Carvalho Santos, disponibiliza pelo SUS o projeto Mama Cajuína. A ação objetiva garantir que todas as mulheres de Teresina, na faixa etária de 40 a 69 anos, tenham a oportunidade de realizar mamografia e as condutas em cima do resultado dos exames no prazo estabelecido em lei. Aquelas que têm seus exames normais o recebem de volta, e aquelas que tiverem alteração na mama são examinadas por mastologistas da Fundação Maria Carvalho Santos, com realização de biópsia se houver necessidade. Após a realização da biópsia, essas mulheres serão encaminhadas para um centro tratador, como o Hospital Universitário. Para participar do projeto, a mulher deve marcar sua consulta através da Atenção Básica, que encaminhará os demais procedimentos.

A roda de conversa desta quinta-feira foi em alusão à campanha Outubro Rosa. O movimento nasceu na década de 1990 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. “É preciso desfazer as crenças e encarar o diagnóstico e tratamento para chegar a cura”, finaliza Ketiana Guimarães.

Rede Feminina divulga ações de apoio e assistência a pacientes com câncer

Também esteve presente na roda de conversa na Sema uma equipe da Rede Feminina de Combate ao Câncer no Piauí (RFCC), que realiza ações em prol do bem-estar dos pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade social no Estado. E para cumprir sua missão, a entidade, que é mantida através de doações e trabalho voluntário, desenvolve cinco projetos inteiramente gratuitos: Projeto Alertar, Projeto Aliviar, Projeto Abrigar, Projeto Alimentar e Projeto Apoiar.

“Especificamente na área do câncer de mama, nós trabalhamos em parceria com alguns órgãos e empresas na doação de próteses mamárias, reconstituição mamária, confecção de perucas, tudo para que a paciente se sinta melhor, retome sua autoestima e possa levar sua vida normalmente. E com todo esse trabalho, já conseguimos reduzir de 75% para 4% o índice de abandono do tratamento, então, estamos salvando vidas e oferecendo qualidade de vida para esses pacientes”, destaca Rosália Sousa, voluntária da RFCC.

Por ser uma entidade sem fins lucrativos, a Rede Feminina de Combate ao Câncer no Piauí conta com a solidariedade da população para continuar atuando, inclusive no Hospital São Marcos e com o Lar de Maria, por exemplo. Quem tiver interesse em colaborar com a causa pode fazer sua doação através das contas:

Caixa Econômica Federal

Poupança: 7935-6

Agência: 641

Operação: 013

 

Banco do Brasil

Conta Corrente: 42396-3

Agência: 4249-8

 

Para mais informações sobre os projetos desenvolvidos pela RFCC, a voluntária Joelma Chinelate disponibilizou seu número de telefone: (86) 99435-7377.